É só tomar um banho depois de um treino para o organismo
começar o reparo do stress a que você submeteu seus músculos. O que você faz
nas 48 horas seguintes é tão importante quanto a atividade física em si. Para
turbinar os resultados, abra o olho para estas dicas de esforço mínimo e
resultado máximo!
- Alongue-se na hora
certa!
Não é novidade que o alongamento
é um passo primordial para uma recuperação de qualquer exercício. Estudos
apontam que aqueles que se alongam depois (e não antes) de uma atividade física
apresentam um ganho de até 20% de massa muscular quando comparados aos que
pulam essa etapa. “Entre as vantagens estão a ativação do sistema circulatório
e a revigoração dos sistemas respiratórios e neuromuscular”. Para poupar a
sensação de queima no músculo durante o estica e puxa, profissionais de
Educação física indicam o alongamento americano Active Isolated Stretching
(AIS). Nele, você segura por no máximo 3 segundos cada posição e faz 12
repetições por músculo tratado. A técnica acelera a recuperação por inibir a
dor, aumentar a circulação e melhorar a oxigenação.
Link vídeo "AIS": http://www.youtube.com/watch?v=YWwu5x8jeKg
- Permita-se pegar no
sono
Se você não fica com os olhos
fechados por mais do que 7 horas por noite, eis um incentivo extra para você
contar carneirinhos: enquanto dormimos o organismo prepara caminho para um
corpo firme e forte.
Nesse período, é registrado o
pico de produção de GH, o hormônio do crescimento, que interfere na renovação celular
e na construção de músculos. “Um dos principais benefícios de um sono de
qualidade é a reparação muscular”. As horas de descanso estimulam também a
queima de gordura e a construção óssea depois de um dia de treino.
Dormir ainda interfere no que você
coloca no prato. Pesquisas apresentadas no 26o Encontro Anual da
Academia Americana de Medicina do Sono, realizada em junho, mostraram que
aqueles que repousaram menos tiveram os hormônios da saciedade desregulados.
Eles apresentaram uma tendência de aumentar o número de refeições ao longo do
dia e de escolher alimentos menos saudáveis. Resultado: quilos a mais.
- Mantenha-se em
movimento
Fazer uma atividade de baixa
intensidade no dia seguinte ao de um treino puxado soma pontos no placar final
da boa forma, já que prolonga os ganhos musculares e estimula a circulação. “Exercitar-se continuamente faz com que o
fluxo sanguíneo transporte nutrientes mais frescos para os músculos e ajuda a
eliminar as toxinas”. Entre o grupo despachado do nosso corpo está o ácido
lático, conhecido por deixar aquela sensação de dor muscular pós-treino. Tem
mais: manter-se ativa barra as atividades do sistema nervoso que atrapalham o
sono.
Invista em aula mais fácil de
ioga ou em uma caminhada (dê passadas num ritmo que lhe permita conversar). Se
você fica sentada no trabalho, tire 10 minutos para passear pelo escritório a
cada 2 a 3 horas. É garantido: a recompensa virá no dia seguinte.
- Coma direito
Não é de hoje que profissionais
do esporte e cientistas defendem a importância da alimentação após o treino
como ferramenta para auxiliar na recuperação muscular. Quem ainda não está
convencida a incluir no cardápio um lanche nesse horário tem mais um motivo
para isso: menos barriga.
A gente sabe que soa
contraditório e explica: a atividade física ativa o cortisol, um hormônio do
stress que nos da energia para aguentar até o fim da aula de spinning, por
exemplo. Mas manter-se nesse estado por muito tempo pode ser uma cilada. O
cortisol não só inibe o processo de reparo muscular como altera o metabolismo,
fazendo seu corpo acumular mais calorias sob a forma de gordura (principalmente
na região da barriga) em vez de queimá-las.
Para nossa sorte, ingerir
proteínas e carboidratos complexos (encontrados nos grãos, no pão integral, nas
frutas e na granola) até 30 minutos depois da ginástica previne esses efeitos
indesejados. “As proteínas aceleram o metabolismo e reforçam a reparação dos
tecidos; já o carboidrato repõe a energia, evitando que seu corpo consuma massa
muscular”.
Um copo de suco de soja com um
sanduiche de pão integral e patê de atum ou até mesmo 1 copo de suco de fruta
acompanhado de uma torrada integral com ovo mexido são opções boas e práticas.
- Massageie os
músculos
Uma massagem após o treino não é
só um mimo. Estudos apontam que a técnica acelera em até 60% a regeneração
muscular. “A massagem previne lesões e melhora a recuperação porque estimula o
fluxo sanguíneo na área e reduz as inflamações no tecido”.
Faça uma massagem de 10 minutos
dando atenção especial a musculatura trabalhada no dia.
A dica é deslizar as mãos em
direção aos gânglios das regiões. Ou seja, em movimentos ascendentes nas coxas
– direcionando a virilha, seguindo em direção as axilas nos braços, no sentido
horário no abdômen (tendo o umbigo como centro) e da cintura para virilha. Um
creme hidratante facilita as manobras.
Caso encontre um nó, dedique mais
tempo ao local pressionado suavemente de fora para dentro. “Se sentir dores
localizadas, faça compressa fria durante 20 minutos antes da massagem para
diminuir a inflamação e o inchaço”.
- Beba (mais) água
Um corpo desidratado rende menos
do que um bem abastecido de água. O ritmo fica mais lento, como se faltasse combustível
para completar suas funções. Ou seja, por mais que você esteja suando horrores
na academia, seu corpo deixa de queimar calorias justamente por não estar
abastecido como deveria. Basear-se na regra de 8 copos de água por dia (cerca
de 2 litros) não é o suficiente se você malha. “O ideal é incluir nessa conta
mais 500ml por hora de atividade física”.
Beba água não só depois dos
exercícios, mas antes e durante. “Pessoas que não se hidratam como deveriam têm
maiores chances de queimar massa magra
durante o exercício”. O hábito também auxilia na perda de peso, já que ajuda a
controlar impulsos e mantém a saciedade.
Dra Talita Passos
Nutricionista
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